À respeito da Bolsa de estímulo à criação literária da Funarte, cujo prazo de inscrição encerrou-se no dia 10/12 e os resultados já estavam publicados no Diário Oficial no dia 13/12!
Nota 3: a célere comissão julgadora: Sylvia Cyntrão, Gabriel Arcanjo Santos de Albuquerque, Cristina Bielinski Ramalho, Frederico Tavares Bastos Barbosa e Fabrício Carpinejar
A publicação da matéria no jornal O Globo, em 23 de dezembro, amplia o espaço de discussão, mas a resposta dos jurados não dirimiu minhas dúvidas (ou certezas?).Gostaria de saber de que forma os jurados da Bolsa Funarte de Incentivo à Literatura avaliaram, em reduzido tempo,
os trabalhos inscritos no último prazo (10/12/07), se havia acúmulo de tantos outros? O resultado saiu em D.O. dois dias depois! Mesmo que esta proeza tenha sido realizada, como crer que meu projeto, (entre outros de igual importância), foi analisado com o esmero e o respeito
que dediquei à sua elaboração e ao prêmio? Trabalhei, durante madrugadas, na elaboração minuciosa do vasto material, para cumprir o prazo. Enviei, além do currículo COMPROVADO, sete exemplares de livros e cinco DVD`s (síntese da minha carreira) que não serão devolvidos. Mais de 500 páginas encadernadas. Imprimi ao meu sonho energias intelectual, física e emocional inumanas. Jamais participaria se soubesse que o resultado seria definido dois dias após o prazo máximo da inscrição.
CARMEN MORENO é escritora carioca. Publicou: Diário de Luas (Rocco), Sutilezas do Grito (Rocco); O Primeiro Crime (Rocco) e O Estranho (Fivestar).
E-mail:
carmenmoreno2@gmail.comQuarta-feira, 26 Dezembro, 2007
-------------------------------------------------------------------------Essa da Funarte...... é brincadeira. Caras, que papo é esse? Em três dias a comissão julgadora (julgo que exista uma) leu, analisou, e deu mérito (de ser contemplado ou não) para mais de 500 trabalhos?
Só pode ser brincadeira...
(postado por Ana Peluso<
anapeluso@gmail.com> - em 21/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------Pois é seu Zé, sei não !O comentário de Ana Peluso sobre a comissão julgadora da Funarte ler, analisar e conceder mérito de 500 trabalhos em três dias, só me dizer: pois é seu Zé, sei não".
(postado por FRANCISCO CARLOS PONTES<
cloris-carlos@uol.com.br> - em 22/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------A discussão não é bizantinaTrata-se do uso do dinheiro público. O julgamento dos projetos literários à Bolsa Funarte se fez em 24 horas, pois o seu resultado foi encaminhado a 48 horas do fim do prazo. Na melhor das hipóteses. É uma questão aritmética: o DOU não recebe textos à noite da véspera da edição. E o resultado das Bolsas Literárias estava publicado em 13.12.2007.
(postado por Urariano Mota<
urarianoms@uol.com.br> - Olinda em 25/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------João amava Teresa que amava Raimundo que...Aliás, na Comissão da Bolsa da Petrobrás estavam Flora Süssekind e Marcos Siscar... A primeira é co-autora de Azevedo, o último edita a Revita Inimigo Rumor com.... Carlito Azevedo! E foi publicado na Revista Cacto de... Eduardo Sterzi (outro ganhador da mesma bolsa Petrobrás) que também organizou o livro "Do céu do futuro" em co-autoria com Flora Süssekind e Marcos Siscar, seus "imparciais" julgadores! E uma busca rápida na Internet (Google!) revela várias
relações de outro premiado, Heitor Ferraz, com os mesmos Carlito Azevedo, Flora Süssekind e Marcos Siscar. Mas então? Como escapar dessa "Quadrilha"? Flora que amava Carlito que amava Eduardo que amava Marcos que amava Heitor... e amavam todos a bolsa da Petrobrás!
(postado por Fausto Gatti<
fausto@humanoid.net> - em 22/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------
http://oglobo.globo..com/blogs/prosa/post.asp?cod_post=84729Anunciados ganhadores das bolsasPublishNews - 20/12/2007
Dez escritores, dois de cada região do País, foram contemplados com a Bolsa Funarte de Estímulo à Criação Literária. Foram enviados 495 projetos. Cada autor receberá R$ 30 mil para desenvolver o projeto apresentado até julho de 2008. Os contemplados, por região são:
A Igreja, de Marco Antônio Adolfs (Manaus/AM) e Condomínio Poético, de Joesér Álvares da Silva (Porto Velho/RO), do Norte; Agudo como Mordida, de Julya Santana de Vasconcelos (Recife/PE) e O Relato de Prócula, de Waqldemar José Solha (João Pessoa/PB), do Nordeste;
Segredo de Estado, de Jason Tércio (Brasília/DF) e 68 Motivos de 68, de Luiz Arthur Toríbio (Brasília/DF), do Centro-Oeste; Fera Bifronte, de Cláudio Alexandre de Barros Teixeira (São Paulo/SP) e O Cronista Imaginário, de Luís Antônio Giron (São Paulo/SP), do Sudeste; O
Equilíbrio do Dia, de André Henrique Dick (Novo Hamburgo/RS) Sinuca embaixo d'Água, de Carolina Bensimom Cabral (Porto Alegre/RS), do Sul.
(postado por Cronopios<
redacao@cronopios.com.br> - em 20/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------O ESTRANHO RESULTADO DA BOLSA FUNARTEPessoal, do poeta e ex-presidente do Sindicato dos Escritores (até 2007)
Meus amigos,
Mais uma vez, os estranhos caminhos da premiação literária nesse país ganha contornos obscuros. A FUNARTE lançou este ano um prêmio de Bolsa Literária cujo prazo se esgotava no dia 10 de dezembro. O edital, por si só, era de uma burocracia felliniana ou de um sadismo a toda prova. Pois bem, centenas de escritores, entre eles a contista, poeta e romancista, Carmen Moreno (que, indignada, me envia o e-mail cujo teor segue adiante), depois de passar por esse teste kafkiano, que era ultrapassar a barreira dos xeroxes e impressões de textos, com toda a "gastança" que isso impõe, acreditou no Edital e no bom nome da Funarte, e, no último dia de prazo, após um esforço hercúleo com as papeladas exigidas, deixou seu trabalho por lá. Para seu
espanto, soube que o resultado sairia DOIS!!!!! dias depois! E se perguntou: como é que um júri pode ler tantos trabalhos, sem qualquer tipo de isenção, e a Funarte publicar no Diário Oficial o resultado com apenas dois dias? E começaram as dúvidas não só dela, mas de vários concorrentes, culminando com a reportagem saída no O Globo, no dia 23 de dezembro.
A indignação e a humilhação da escritora Carmen Moreno não é só dela. Pertence a todos nós, escritores, que ainda acreditamos que o nosso país pode caminhar para a frente com o mínimo de responsabilidade e dignidade.
A Cultura - essa "coisa" para alguns tão abstrata - não pode ser tratada com tamanho desprezo e descaso. É preciso que a Funarte venha a público esclarecer esse obscuro caso e ponha luz em nossas mentes decepcionadas.
Peço a gentileza de divulgarem essa carta, para que algo de proveitoso se tire desse estranho fato.
Cordialmente, Tanussi Cardoso
Abaixo, carta da escritora Carmen Moreno:
Amigos escritores,
Divulguem este e-mail, se possível, por favor. O Globo Online - Prosa e Verso e outros sites estão debatendo o assunto.
Obrigada.
Abs,
Carmen Moreno
BOLSA LITERÁRIA DA FUNARTE: ESTRANHA AVALIAÇÃOA publicação da matéria no jornal O Globo, em 23 de dezembro, amplia o espaço de discussão, mas a resposta dos jurados não dirimiu minhas dúvidas. Ou certezas? De que forma os jurados da Bolsa Funarte de Incentivo à Literatura avaliaram, em menos de dois dias, os trabalhos
inscritos no último prazo (10/12/07), se havia acúmulo de tantos outros? O resultado saiu em D.O. dois dias depois!
Cinco jurados avaliaram 484 projetos em apenas três dias. Mesmo que esta proeza tenha sido realizada, como crer que meu projeto, (entre tantos de igual importância), foi analisado com o esmero e o respeito que dediquei à sua elaboração e ao prêmio?
Trabalhei, durante madrugadas, na elaboração minuciosa do vasto material solicitado, para cumprir o prazo. Enviei, além do currículo COMPROVADO, sete exemplares de livros e cinco DVD`s (síntese da minha carreira) que, segundo o edital, não serão devolvidos. Mais de 500 páginas encadernadas. Imprimi ao meu sonho energias intelectual, física e emocional inumanas. Jamais participaria se soubesse que o resultado seria definido dois dias após o prazo máximo da inscrição.
Esta questão diz respeito não só aos escritores, mas a todas as pessoas que lutam por transparência e Justiça neste País.
CARMEN MORENO é escritora carioca. Publicou: Diário de Luas (Rocco), Sutilezas do Grito (Rocco); O Primeiro Crime (Rocco) e O Estranho (Fivestar).
E-mails: carmenmoreno2 (gmail)
Carmen Moreno
Escritora, carioca, já publicou diversos gêneros: romances, dramaturgia, contos e poemas. Diário de luas (romance) e Sutilezas do grito (contos), dois de seus títulos mais prestigiados, por exemplo, foram lançados pela Rocco. Carmen recebeu 19 prêmios literários, entre eles a Bolsa de Incentivo ao Escritor Brasileiro e de Desenvolvimento de Roteiros Cinematográficos de Longa Metragem; e teve também diversos poemas encenados nos espetáculos Amor feminino plural, Ambulâncias na contramão, O último bolero e Palavra de ator.
-------------------------------------------------------------------------22.12.07 :::Bolsa FUNARTE 2007, ou A Apoteose da EscrotidãoA escrotidão, a mesquinharia, a ação entre amigos, e todo o tipo de pequeneza que o partido de lulla implantaram no poder podem ser testemunhados no resultado do Prêmio FUNARTE 2007. As informações estão na INTERNET:
"Bolsa para quem?" - Ana Beatriz Guerra"Saiu no Diário Oficial de ontem e foi divulgado com pouco estardalhaço o resultado da cobiçada Bolsa Funarte de Incentivo à Criação Literária. Para finalizar em seis meses o projeto de um livro, os contemplados faturarão R$ 30 mil, descontados os impostos devidos, após assinar contrato com o órgão. Até aí, nada. Sem querer desmerecer aqueles que têm mérito, como, por exemplo, a colega de blog Carol Bensimon, não pude deixar de notar na lista o nome Luiz Arthur Toríbio que, até abril do ano passado, era chefe da assessoria de comunicação social do Minc.
Segundo o artigo 2.2 do edital, ficava vetada a participação de membros da comissão de seleção e seus familiares, de funcionários da Funarte, do Minc, das instituições veiculadas e, ainda, de prestadores de serviços terceirizados. Um ex-funcionário, obviamente, não se aplica ao caso e não só pode como tem todo o direito de participar.
Fica no ar, porém, a velha questão dos critérios obscuros de seleção em concursos públicos como este.
Imaginem vocês como podem ser escolhidos dois candidatos por região num prazo de dois dias? Sim, porque as inscrições terminaram às 18h da segunda-feira 10 de dezembro, sendo que não seriam aceitos projetos que chegassem pelos Correios depois do prazo. O resultado, liberado na
quarta-feira 12 de dezembro, foi publicado na quinta última. Vejam vocês que o meu número de inscrição era 269 (porco no jogo do bicho) na manhã do dia 10. Enquanto eu entregava minhas pastas, chegava à Funarte uma pilha de Sedex. Digamos que, ao fim do dia, como todo bom
brasileiro só cumpre prazos nos 45 do segundo tempo, tivéssemos quinhentos inscritos. Como, em sã consciência, um corpo de jurados poderia avaliar friamente quinhentos projetos em dois dias? Como pôde, aliás? Aí reside o mistério que nem centro de mesa resolve.
Esperar que editais assim nutram as necessidades do nosso mercado literário raquítico é sonhar alto demais. Será que incentivos do governo são mesmo o caminho a seguir para exercer em paz o ofício da escrita? O debate do mecenato é tão eterno quanto a arte e talvez permaneça sem conclusão enquanto predominar uma mentalidade que não leva a literatura muito a sério, que não considera que ela sirva para alguma coisa.
Não dizem que existem hoje no Brasil mais autores do que leitores? O disparate entre o que é escrito e o que se quer (ou não) ler é grande. Enquanto a literatura existir para satisfazer egos, incentivos demagógicos continuarão se fazendo necessários, sem que questões relevantes sejam trazidas à tona. Um mero "calem suas bocas".
Confesso que sonhei com a boquinha, a conta bancária mais polpuda para sentar e, finalmente, terminar meu romance. É, eu sou ridícula. E não somos todos? Inveja. Dor-de-cotovelo, vocês vão dizer. Talvez. Mas, diante de um cenário que não premia exclusivamente talento, que premia sim a arbitrariedade, o fruir estético, o ócio criativo, o exercício pelo exercício não existem. Literatura de mercado também precisa apresentar resultados, cumprir padrões, encerrar-se num formato, quase numa plataforma de governo. Afinal, como justificar o uso de recursos públicos?
Soluções que agradem a todos são impossíveis. As que desagradam, no entanto, parecem ser mais democraticamente distribuídas. Novos editais virão e, quem sabe, novas injustiças."
Resultados Desanimadores - Luciano TrigoMuita gente reclama, e com razão, que faltam no Brasil prêmios literários e outras formas de reconhecimento e incentivo ao escritor. Mas acho que o problema não é tanto a falta de prêmios e bolsas em si, mas a forma como eles são realizados, sobretudo os que envolvem
dinheiro público.
Saíram quinta no Diário Oficial da União os resultados dos prêmios literários da Biblioteca Nacional e da bolsa de incentivo à criação literária da Funarte - neste caso, os resultados saíram com uma rapidez impressionante, já que as inscrições terminaram no dia 10 de dezembro…
Pois bem, entre os premiados pela Biblioteca Nacional, com o Prêmio Sergio Buarque de Holanda, categoria Ensaio Social (coitado do Sergio Buarque!) está o livro José Genoino - escolhas políticas, de Maria Francisca Pinheiro Coelho
Ora, será que não se publicou nenhum ensaio social melhor que este no Brasil em 2007? José Genoíno não era um dos chefes do Mensalão, como foi apontado pelo próprio procurador geral da República? Será que o livro da Maria Francisca toca nesse assunto?
Já entre os contemplados com a bolsa da Funarte, que receberão R$ 30 mil cada um, está o projeto 68 motivos de 68, de Luiz Arthur Toríbio, que foi assessor de comunicação social do Minc até abril de 2006.
Talvez o projeto do Toribio seja até meritório, não duvido, mas não fica estranho a Funarte, um órgão do próprio Minc, premiá-lo? Ainda mais se pensarmos que o resultado saiu 48 horas após o fim das inscrições? Ora, a inscrição incluía obrigatoriamente trechos do livro em produção. Será que a comissão julgadora teve tempo de avaliar as centenas (talvez milhares) de obras enviadas? Duvido muito.
Resultados desanimadores para quem insiste em se dedicar à literatura. Bater na porta das editoras é cada vez mais inútil; mesmo quando se consegue publicar, as livrarias não expõem; mesmo no caso em que o autor é apadrinhado por alguma estrela e recebe atenção da mídia,
vende muito pouco. Aí aparecem os prêmios e bolsas, que poderiam servir de consolo, mas o brilho nos olhos dura pouco: os critérios de seleção são incompreensíveis em alguns casos, ou compreensíveis até demais, em outros.
A lista completa de premiados, incluindo as comissões julgadoras, está no link. Olhando bem, devem aparecer outros absurdos.
PS. Complementando: Maria Francisca é co-autora de um livro sobre a Bárbara Freitag (Itinerários de Bárbara Freitag, UnB, 2005), que fez parte da comissão que premiou a Maria Francisca. Ação entre amigas? Êta, Brasil…
PS2. A vencedora da categoria melhor romance de 2007 foi Idalina Azevedo Silva (quem?), pelo livro O tempo físico. Na comissão que a premiou, seu colega do departamento de Letras da UFRJ, Manuel Antônio de Castro, que justificou a escolha pelo "modo de narrar aliciante" e
por uma "oralidade muito difícil de realizar". Dizer o quê? Segue a sinopse fornecida pela editora de O tempo físico, o melhor romance do ano segundo a Biblioteca Nacional:
Em uma degustação rápida de leitura do livro O Tempo Físico da autora Idalina Azevedo da Silva, o leitor se vê envolvido com o curso e o percurso de Maria, sua infância e adolescência, sua fase adulta e, finalmente, a experienciação mais palpável de que é uma peregrina no tempo, pelo advento da morte de muitos daqueles que constituíram seu mundo. Se ficasse aí não haveria muita novidade, pelo contrario, isso se torna o previsível para cada um de nós. Porém, aí não passamos ainda do tempo cronológico. Mas há outros, e estes estão nos interstícios da sua obra, convidando e provocando os leitores mais exigentes, que queiram um alimento mais substancial.
Jóia literária - José PiresMaria Francisca Pinheiro Coelho foi contratada sem concurso para fazer um servicinho para o governo Lula. Vai prestar "serviço de especialista em sociologia política" e editar um livro com os anais de um seminário sobre reforma política. Por dois meses de trabalho ela ganhará 14 mil reais. Maria Francisca é a autora de uma biografia autorizada do deputado petista José Genoíno. Isso é o que podemos chamar de livro de auto-ajuda.
posted by RODRIGO AMARAL at 5:15 PM
-------------------------------------------------------------------------ComentáriosASSIM NÃO DÁ!
Secretário de Imprensa na primeira gestão do atual ministro da Cultura,Gilberto Gil não é pouca coisa.Não se trata apenas de um simples ex-funcionário. No caso,é um cargo de confiança,de muito peso e influência.Basta ver que Luiz Arthur Turiba foi o único escritor ou poeta de Brasília selecionado pela comissão das bolsas lit.da Funarte. Só havia duas vagas ridículas para toda a região Centro Oeste.
Repito, não desmereço de forma alguma o valor da obra literária e cultural de Turiba. Acho-a notável. Penso apenas que não fica bem do ponto de vista ético essa escolha logo no primeiro concurso da Funarte. Deve haver muita gente notável da região que mandou projetos de escrita e que não foi escolhida exatamente por não ter exercido cargo de tamanha influência no MINC.
(postado por Carlos Emílio Corrêa
Lima<
carlosemiliobarretocorrealima@yahoo.com.br> - Fortaleza-Ceará em 23/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------CONSTATAÇÃO OU É OUTRA PESSOA?INo conceito, louvável até demais a iniciativa da Funarte de abrir espaço para a lit.
bras.com essas bolsas para criação literária. O problema é q 10 bolsas por ano é muitíssimo pouco.Aí a turma fica brigando por essas migalhas enormes.Isso é humilhante para um país desmesurado como o Brasil com centenas de escritores e poetas no esplendor contemporâneo de suas formas e pulsões. Tinha q dar 300 bolsas por ano,no mínimo. Aí "esquemas" quase q de praxe dos jurados
diminuiriam.Bastava trasnferir para a lit. 5% do dinheiro que as empresas estatais destinam para o audiovisual .Por que não fazem isso?Do contrário vai ser sempre o mesmo esconforto. Por exemplo: acho q o Luis Arthur Turiba,um dos ganhadores da bolsa da Funarte, de Brasília, merece ser financiado, tem valor Seu trabalho como poeta,letrista e editor de revista Bric a Brac é excelente. O problema é que ele foi secretário de imprensa do MINC, na primeira gestão do
Ministro Gilberto Gil.E já ganhou uma bolsa na primeira levada. E só são 10!
(postado por Carlos Emílio Corrêa
Lima<
carlosemiliobarretocorrealima@yahoo.com.br> - Fortaleza-Ceará em 22/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------EX-FUNCIONÁRIO PODE?Tenho certeza q mesmo com pseudônimos a turma blefaria.Ainda de um modo mais solerte, intragável,irrevogável.Aliás, nesse caso,de qdo há pseudônimos, aí é a que a turma se comunica previamente e já vem mesmo com tudo preparado,nem lendo o material dos outros concorrentes. E se
tiver alguma atenção para com os textos q não sejam os dos componentes de sua quadrilha particular, é para surrupiar boas idéias.No cso desses 2 concursos de bolsas lit,tanto o da Petrobras( este não obrigava tbém ao pseudônimo),e q foi uma vergonha, quanto o da Funarte,o q está em jogo é o mérito,o histórico de uma obra ou o valor intrínseco de algo anunciado.O q não pode é somente escolher os textos dos amigos pessoais.E esta de um ex-recente func. do Min.da Cultura, o Luiz Arthur Turiba ,Secretário de Imprensa do Ministro Gilberto Gil,ter ganho uma bolsa da Funarte q pertence ao mesmo Ministério por sí só deveria obrigar a anulação do concurso.As cláusulas do mesmo proibem participação de func. do MINC.
(postado por Carlos Emílio Corrêa
Lima<
carlosemiliobarretocorrealima@yahoo.com.br> - Fortaleza-Ceará em 23/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------
FUNARTE - BOCA NO TROM BONENão chamou a atenção de muita gente, mas merece ser registrado. meiotom. As inscrições da FUNARTE terminaram no dia 10 de dezembro, foram como diz notícia anterior quase quinhentos textos apresentados.
Pasmem! No diário oficial do dia 13 de dezembro, saiu a relação dos contemplados. O que é isso? Milagre? Nem com leitura dinâmica. em menos de dois dias úteis - o D.O. tem prazo para entrega de matéria - já tinham o resultado. Não participei, mas quem participou deveria questionar. Como escrevi no meiotom, se a FUNARTE me justificar, coloco explicação no mesmo espaço. Até agora, apesar de ter enviado o recado para a presidência da entidade, ninguém me respondeu, ritmo muito próprio desses órgãos, mas não para dar o resultado da Bolsa que, em minha opinião deveria ir para o livro dos recordes. carlos
pessoa rosa
(postado por carlos pessoa rosa<
meiotom@uol.com.br> - em 21/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------Funarte sob suspeitaO título deste comentário é uma gentileza, pois há mais do que mera suspeita no caso dos resultados "fast food" das bolsas Funarte de literatura. Porque é inverossímil que se possa julgar centenas de projetos literários em um par de dias. O caso clama por ser investigado pelas instâncias responsáveis, em função de se tratar de dinheiro público. Porém a apatia auto-satisfeita e auto-congratulatória do meio literário brasílico (a quem caberia
cobrar tais investigações) indica que ninguém deve se preocupar.
(postado por luis dolhnikoff<
luisdkf@uol.com.br> - em 21/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------FUNARTE sob suspeita...iih! Não vi ninguém do Ceará, na região norte. Por favor: será que não tem nenhum cearense mesmo? Se não tiver mesmo e o Carlos Emílio chiar, ninguém reclamar, fica combinado: ninguém pode implicar com ele. Como carioca, também não vi ninguém na lista, mas vou fingir que isso não tem nenhuma importância, porque o Carlos Emílio, dessa vez, mesmo que só falar do Ceará contra o eixo vai acabar falando pelo Brasil inteiro.... aliás, pensando bem, quando ele fala do Ceará, no contra-pé da contra-dança, está falando de um Brasil literário que
anda sendi sistematicamente varrido para debaixo do tapete...
(postado por tavinho paes<
tavinhopaes@gmail.com> - em 22/12/2007)
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A pergunta de R$ 300.000,00Como 5 jurados leem 495 projetos em 3 dias? A realidade oferece duas respostas apenas: ou eh mal feito ou eh mah feh. O presidente da Funarte, Celso Frateschi, escolheu uma opçao: confirma em "O Globo" (23/12) que "o prazo da seleçao foi espremido". Prazo espremido eh
prazo pouco. Pouco, naturalmente, para que se realize a contento a tarefa em questao. Havendo pessoas intelectualmente incapazes de distinguir o que seja materia de opiniao do que seja materia de fato, cabe explicitar que se trata de materia de fato: nao se faz nada a contento com um prazo "espremido". Ocorre que o mal feito com dinheiro publico eh crime. Ponto. Isto quanto ao concurso em si. Quanto aa questao particular de Frederico Barbosa participar da premiaçao de seu notorio amigo Claudio Daniel, trata-se de uma variaçao de nepotismo.
Outra vez, isto independe de questoes ou opinioes pessoais. Em suma, a Funarte deve ser julgada legalmente, e tais individuos, moralmente. Pela coisa publica e pela vida literaria.
(postado por luis dolhnikoff<
luisdkf@uol.com.br> - em 24/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------BASTA DE MENOS!O Tavinho tem razão.Não precisamos ser bairristas ou regionalistas urbanos ou não para constatar q grande parte da melhor literatura do pais está sendo varrida sistematicamente pra debaixo do tapete nos cursos,prêmios, encontros,bolsas e colóquios.É uma melopéia recorrente.Nesse encontro na Argentina que levou muita gente boa pra Buenos Aires(por ex:Edson Cruz,um dos editores deste site,Guilherme Zarvos,Nelson de Oliveira e outros)pra discutir a literatura brasileira em interface com a argentina(promoção tbém do Itaú dentro
do Econtros de Interrogação)não foi convidado ninguém fora do espaço sudestino.Já a Funarte quotizou por todas as regiões as bolsas literárias mas o tempo de leitura para os jurados foi exíguo.E o número de bolsas fornecido ainda mais. Um pouco mais de imparcialidade e respeito panorâmico pela literatura brasileira atual se faz necessário como estratégia cultural de consolidação do Brasil como potência literária mundial.O governo,as empresas precisam fazer mais.
(postado por Carlos Emílio Corrêa
Lima<
carlosemiliobarretocorrealima@yahoo.com.br> - Fortaleza-Ceará em 22/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------ESCLARECIMENTOQuando coloquei a problema da FUNARTE, não questionei valores individuais, mas o processo de seleção. Pelo menos 485 participantes serviram apenas para dar um caráter oficial à distribuição das bolsas, é o que me parece ao perceber que em menos de 48 horas, entre 495
candidatos, eles conseguiram selecionar 10. Deve-se salientar o comportamento do "Literatura para Todos", ano passado, todo o processo de escolha, passo-a-passo está registrado em ata e publicado no site do Ministério. É esta transparência e comportamento ético que devemos
exigir nessas seleções, afinal é o dinheiro que sai de nosso bolso que paga tudo isso. Se o MEC consegue respeitar, qual o motivo de a FUNARTE não agir de modo igual? Tudo isso vale enquanto a FUNARTE não responder a contento à dúvida, afirmando apenas que A DECISÃO DA COMISSÃO É SOBERANA. Como não acredito nisso, a Promotoria Federal deverá sindicar e esclarecer. Carlos Pessoa Rosa
(postado por carlos pessoa rosa<
meiotom@uol.com.br> - em 22/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------VIDRAÇARIAE vamos mais fundo:essa política de editais acabou com o mérito.Tudo entra pelo ralo, na vala comum de um democratismo segregador.Os editais de hoje não passam de concursos camuflados onde o gargalo da garrafa vai ficando cada vez menor.
(postado por Carlos Emílio Corrêa
Lima<
carlosemiliobarretocorrealima@yahoo.com.br> - Fortaleza-Ceará em 22/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------O DE SEMPREBolsas de litearatura,na minha opinião,devem ser oferecidas exatamente para autores de obras experimentais e não de "obras" comerciais.Quem escreve textos comerciais já tem o apoio da mídia,das editoras e do público doutrinado pela TV. O problema dessas bolsas de literatura (q
só agora começaram mesmo a pintar) é q elas só beneficiam os poucos amigos e chegados do júri porue seu número é muito restrito.O pessoal já vem com o resultado na manga.O Governo brasileiro, através de suas entidades,organismos culturais, estatais,empresas de cárater misto,tem obrigação de fornecer no mínimo 300 bolsas literáriss por ano a escritores que não fazem literatura comercial. Em um país de milhões e milhoes de habitantes e,em se tratando da sexta economia do mundo,isso não é ainda nada diante do que se gasta a fundo perdido com o
audiovisual. No recente caso das bolsas de criação lit. da Petrobras,diante das irregularidades ,abusos e fraudes apontadas ninguém da empresa e do júri manifestou-se.
(postado por Carlos Emílio Corrêa
Lima<
carlosemiliobarretocorrealima@yahoo.com.br> - Fortaleza-Ceará em 22/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------Quando Uma Mulher Vê as Barbas do Seu Vizinho Arder, Põe o Quê de Molho? As Unhas?Penso que o resultado da FUNARTE em dois dias é um forte indício de FRAUDE. Mas ainda não é uma prova definitiva. Afinal, teoricamente, poderiam ter contratado dez ou mais julgadores para avaliar cada projeto. Em tempo integral e dedicação exclusiva. Inclusive com plantões noturnos ininterruptos. Talvez se tratasse de uma emergência médica... quem sabe! O que mais me preocupa nesta, insisto, probabilidade altíssima de FRAUDE, é que todos os concursos oficiais
passem a ficar sob a mesma suspeição. Inclusive o "Literatura Para Todos" (do MEC). Mesmo tendo havido prazo de sobra para os julgamentos.
(postado por ray silveira<
raysilveira@secrel.com.br> - Fortaleza em 22/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------O silencio gritante dos juradosComo o processo de seleçao das Bolsas Funarte de literatura estah sob forte suspeita, por motivos incontornaveis, o silencio dos jurados, que sao parte envolvida, torna-se incomodo. E se acaso se provar que houve, como de fato parece, manipulaçao dos resultados (ou seja, uma
seleçao previa, tornando tudo uma fraude), isso tornarah os jurados cumplices.
(postado por luis dolhnikoff<
luisdkf@uol.com.br> - em 22/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------NOVE MILHÕES DE REAISEste é o montante necessário para trezentas bolsas de criação literária anuais, cada uma no valor de 30 000 reais,com duração de um ano.Com isso as cartas marcadas e as ação entre amigos estariam minadas pela abundância. Quanto direta e indiretamente as empresas de
economia mista, estatais e afins, gastam por ano com o audivisual?Alguém poderia me dar a cifra exata? Gostaria de comparar com o que se gasta com a literatura propriamente dita e não na compra de livros didáticos pelo governo privilegiando somente as grandes editoras e que ocorre todo ano.Quanto se gasta com Literatura e com Cinema neste país?Vamos comparar.
(postado por Carlos Emílio Corrêa
Lima<
carlosemiliobarretocorrealima@yahoo.com.br> - Fortaleza-Ceará em 22/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------RE-CONVITEAliás, refaço o convite. É possivel entrar com um processo no Ministério Publico contra a FUNARTE, inclusive, anonimamente. É fácil, rápido e pode ser feito pela internet. Basta entrar no site do Ministério e procurar como fazer denúncia. Provas e argumentos contra a FUNARTE não faltam. Espero que, dessa vez, até os "caras engajados" o façam, ainda que para aparecer.
(postado por André Svevo<
andresvevo@gmail.com> - em 22/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------Agora sim, a cara de pau está sendo posta em xequeFico feliz que agora estejam debatendo, aqui no Café, a questão do mau uso do dinheiro publico com as bolsas literárias. Eu havia denunciado a cara de pau da FUNARTE e da FBN no mesmo dia que saiu os resultados no D.O., mas ninguém deu atenção. Anunciei, também aqui, que havia
entrado com um processo no Ministério Publico Federal contra a FUNARTE por atuação fraudulenta em licitação publica, convocando outros a fazerem o mesmo. Ninguém se manifestou por uma semana. Agora (talvez porque o Carlos Emílio esteja comentando ou porque talvez pareça cool e engajado perante ele e os outros) muitos que no dia só queriam escrever sobre sua própria obra (ignorarando deliberadamente meus comentários), fazem piadinhas inteligentes contra a FUNARTE. E aí, não espanta tamanho nepotismo e cara de pau da instituições de fomento à literatura, quando nós mesmos só somos engajados quando podemos tirar
algum proveito disso.
(postado por André Svevo<
andresvevo@gmail.com> - em 22/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------Essa da Funarte é FúnebreDá pra gente se sentir um f... da p...
(postado por FRANCISCO CARLOS PONTES<
cloris-carlos@uol.com.br> - em 22/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------PERGUNTA PARA ANDRÉ SVEVOSerá que dá tempo ainda de fazer a denúncia ,de pedir uma investigação via Ministério Público das recentes petrobolsas literárias ?Já prescreveu ?Gostaria muito de entrar com uma ação .Para mim aquela comissão e o modo como agiu foi um escândalo só recentmente superado
pelo atual.
(postado por Carlos Emílio Corrêa
Lima<
carlosemiliobarretocorrealima@yahoo.com.br> - Fortaleza-Ceará em 22/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------Conversa para boi dormir!Nossa, como esses intelectuais trabalham! Me senti até cansado, só de ler sobre a dura jornada de trabalho deles..!
(postado por André Svevo<
andresvevo@gmail.com> - em 22/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------BLOG PARALELOS e PetrobrásNa verdade, amigo Carlos Emílio, o interesse do Globo foi instigado por um post claramente ressentido que apareceu já no dia 14 nos blogs do próprio Globo Online, o Paralelos:
http://oglobo.globo.com/blogs/paralelos/ A grande imprensa só olha para o próprio umbigo. E como você pode perceber os argumentos do post são todos fraquíssimos. Concordo totalmente com você quanto à necessidade de se ampliarem os recursos para a Literatura... mas a
chiadeira contra este concurso é claramente equivocada. Quando questionados pelo jornal, eles se manifestaram e esclareceram bem, eu creio. O mesmo não aconteceu com os jurados da Petrobrás... Flora Sussekind não é muitíssimo amiga de Carlito Azevedo? Escreveram um
livro juntos - "Vozes Femininas: Gênero, Mediações e Práticas de Escrita" FLORA SUSSEKIND, TANIA DIAS e CARLITO AZEVEDO - e a Flora Sussekind estava no jurí da Petrobrás que premiou Carlito... Os exemplos são inúmeros.
(postado por Fausto Gatti<
fausto@humanoid.net> - em 22/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------OBSERVAÇÃO ADITIVAAcontece que quem escreveu sobre o assunto lamentando a situação instalada de uma mera ação entre amigos de talento envolvendo dinheiro público não escreveu anonimamente, assinou embaixo como todos os que participam ativamente deste café literário de Cronópios. Não houve
cartas anônimas.E faltou na matéria de O Globo explicitar em que sites e blogs a coisa prosperou.Duvido que fora de Cronópios algum site tenha publicado qualquer coisa em tempo on line.Vamos apostar?Eles estão respondendo ao que está acontecendo aqui,neste momento, no mais lido e acessado site/revista/jornal literário eletrônico do país.É porque a discussão está grassando daqui de Cronópios que eles tiveram que responder.
(postado por Carlos Emílio Corrêa
Lima<
carlosemiliobarretocorrealima@yahoo.com.br> - Fortaleza-Ceará em 22/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------CORREÇÃOO post com o qual concordo é aquele em que o Cralos Emílio diz que é preciso "o governo parar de dar migalhas e realmente começar a implantar uma política de fomento à literatura nacional". Com essa história de direito de resposta não concordo, pois os jurados apenas relataram o ocorrido e não agrediram ninguém.
(postado por Fausto Gatti<
fausto@humanoid.net> - em 22/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------Concordo!Não há de que, Carlos Emílio. Concordo totalmente com seu último post. Ao invés de ficarem brigando sobre a rapidez ou demora de julgamnetos, escolha deste ou daquele escritor, os escritores deveriam se unir TODOS para pressionar por mais verbas. Um dia ouvi um secretário de cultura da cidade de São Paulo dizer publicamente que o Teatro tem mais verba do que a Literatura porque os atores e diretores se articulam e fazem passeata na frente da Secretaria! Conhecem o velho ditado? Quando falta pão, todo mundo briga e ninguém tem razão. Os escritores precisam se unir como são unidos os editores (a CBL está em tudo!) e os outros artistas. Desculpe o jogo de plavras, mas enquanto o Circo leva milhões do MinC, os escritores fazem papel de palhaço!
(postado por Fausto Gatti<
fausto@humanoid.net> - em 22/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------ESTÁ FALTANDO O TROCO DA CONTAFalta agora o jornal O Globo dar direito de resposta aos acusadores e reclamantes.É lei de imprensa.Tem que ser cumprida.Vamos lá?Ou continuam os velhos hábitos de antes da internet literária?
(postado por Carlos Emílio Corrêa
Lima<
carlosemiliobarretocorrealima@yahoo.com.br> - Fortaleza-Ceará em
22/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------
SUGESTÂO NÃO-HIPNÓTICA
Desculpem os erros de digitação do texto anterior mas é que estou escrevendo sem óculos.Aproveito aqui então para agradecer a presteza amiga de Fausto Gatti ao me enviar rapidamente a matéria publicada em O Globo.Continuo apontando uma solução para ultrapassarmos esse extenuado estado da ética nesse campo das bolsas literárias: o governo
parar de dar migalhas e realmente começar a implantar uma política de fomento à literatura nacional frente ao estado escatológico e ditatorial do mercado de marcadas cartas do mundo editorial "brasileiro" e de suas comissões julgadoras.Caso um décimo do dinheiro que se destina ao audiovisual e às grandes editoras fosse repassado aos verdadeiros e únicos criadores da literatura com uma grande quantidade de bolsas literárias certas ações deslizantes e glissantes
demais não precisariam mais ocorrer como agora tem sido uma constante com esse gargalo de poucas vagas para muito talento espalhado e segregado.
(postado por Carlos Emílio Corrêa
Lima<
carlosemiliobarretocorrealima@yahoo.com.br> - Fortaleza-Ceará em
22/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------TEMPOS DE INTERNET LITERÁRIA PRODUZEM NOVOS COMPORTAMENTOS NA IMPRENSA LITERÁRIA DE PAPELPasmo estou,pasmo ficarei.Mas já há uma evolução.Acabo de ler a matéria de O Globo com a justificativa dos jurados da Funarte.Inacreditável!Todas as justificativas são subjetivas!Mas já é
um bom sinal porque há meses qdo do outro resultado suspeitissimo das bolsas de Criação Literária da Petrobrás o júri nem sequer manifestou-se na chamada grande imprenssa q agora tem que respónder aos clamores dos sites literários e dos blogs, coisa que não aconteceira jamais antes da internet ser ocupada pela literatura e pela liberdade de expressão.Diante das justificativas do júri(a de Frederico Barbosa defendendo seu voto em seu parceiro e amigo Cláudio Daniel é digna,no mínimo, de um aprofundado estudo estilístico)resta exigir da direção da Funarte a publicação on line de todos os projetos que concorreram para ver os nomes dos escritores e poetas e seus projetos de livros q foram rejeitados porque de qualidade inferior aos
dos dez aquinhoados.Vão ou não vão publicar a lista dos rejeitados?
(postado por Carlos Emílio Corrêa
Lima<
carlosemiliobarretocorrealima@yahoo.com.br> - Fortaleza-Ceará em
22/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------Ministério 2Quanto a questão da Petrobrás, eu não saberdia dizer. Mas não custa tentar.
(postado por André Svevo<
andresvevo@gmail.com> - em 22/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------MinistérioCarlos Emílio, basta entrar no site:
http://www.prrj.mpf.gov.br/ e depois ir em seviço > denuncias. Lá explica direitinho e a denuncia pode ser anônima. É eficaz, segundo uma pessoa que trabalhou lá. Eles levam o caso mesmo adinate e investigam (te dão um numero de protocolo
com o qual vc pode acompanhar o caso). É preciso apresentar toda a argumantação e, se possível, provas (notas de jornal, D.O. etc) P.S: tentei entrar agora e o site está fora do ar. Deve ser momentâneo, mas pode ir que é batata! Abraços
(postado por André Svevo<
andresvevo@gmail.com> - em 22/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------RESPOSTA JURADOSOPINIÃO DO EDITOR DO MEIOTOM À RESPOSTA DADA PELOS JURADOS EM
http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/post.asp?cod_post=84729: Acho o tempo dedicado à avaliação irrisório, e que a pressa poderia prejudicar a decisão, mesmo tendo participado dela pessoas com vasto currículo acadêmico e literário, mas o fato é da consciência dos jurados. Seria muito mais interessante que, ao invés de se fazer uma avaliação na correria, tudo fosse realizado de um modo mais criterioso, inclusive com atas, como faz o LITERATURA PARA TODOS do
MEC, que já afirmei e reitero, ano passado, foi de uma postura invejável quanto ao respeito dado aos participantes, publicando as análises até a escolha final. Carlos Pessoa Rosa
(postado por carlos pessoa rosa<
meiotom@uol.com.br> - em 22/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------
ESPETÀCULO IMOTIVO
Textos da madrugada devem ser corrigidos.
(postado por Carlos Emílio Corrêa
Lima<
carlosemiliobarretocorrealima@yahoo.com.br> - Fortaleza-Ceará em
23/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------ESETÁCULO IMOTIVOEm tempos recentes, os intelectuais eram suportes éticos de comportamento para a sociedade... Eram modelos, exemplos, vitalidades exemplares.Hoje, uma confraria tentacular infiltra-se em quase todos os júris, curadorias,comissões julgadoras, direções de eventos, editorias, onde estiver o ralo dinheiro minguado que o governo e certas empresas dignas de "nota" destina para a literatura.Os intelectuais que dela hoje fazem parte não servem de exemplo à nação.Os jovens assistem, estupefatos, a uma fantasmagoria de conchavos,troca-trocas e vilezas de uma geração desconstruída de talentosos canalhas.
(postado por Carlos Emílio Corrêa
Lima<
carlosemiliobarretocorrealima@yahoo.com.br> - Fortaleza-Ceará em
23/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------Poética=política+éticaPelo menos deveria ser. Engraçado que a estética, nessa fórmula, nem aparece...
(postado por eliana pougy<
pougy@uol.com.br> - são paulo em 23/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------Filhos da p... simMeu caro João Carlos, o que o Carlos Emílio e eu estávamos pondo em jogo, não era a natureza dos editais nem fazíamos generalizações. Apenas nos questionávamos como essa instituição, a do nepotismos, a do "homem cordial", a do amiguismo pregada por aberrações como Alberto
Pucheu, Caio Meira e seus pela sacos, se infiltrou de maneira tão voraz entre os intelectuais - burgueses falidos querendo sobreviver a custa dos farelos que o pouco que há de civilização instituída no Brasil possa oferecer. Aqui, tudo é tão precário que até o carater anda escasso. E se posso ser um pouco mais enfático, SIM, são filhos da puta sim, porque se reunem em barzinhos de jazz na Zona Sul do Rio para arrotar, na cara dos meninos de rua, toda sua erudição,
influência, a fumaça do seu charuto e o status de intelectual. E a questão que fica é: como ser ético num país de miseráveis analfabetos, se nem a própria mãe eles respeitam?
(postado por André Svevo<
andresvevo@gmail.com> - em 23/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------Comigo não, violão nº 2 ou Ocasiões podem fazer ladrõesPara não ser sempre o advogado do diabo (embora o tinhoso mereça um advogado nesse mundo de santarrões) deixo aqui umas sugestões sobre concursos. O problema é menos da honestidade dos jurados que dos editais. Concurso que se preza se faz com pseudônimo, e currículo em
envelope lacrado aberto DEPOIS da premiação. Assim se dificulta bastante o apadrinhamento. O currículo não deve ser julgado, apenas a obra, pois um concurso literário não deve servir à reserva de mercado de mauricinhos do mundo acadêmico. Ainda mais com dinheiro público
(quando for o caso). Entretanto o sigilo e o pseudônimo impediriam também as cotas regionais, que combato ferrenhamente, mas outros tantos não. Concordo também plenamente que os candidatos e seus projetos sejam divulgados DEPOIS da premiação, afinal um pouco de
transparência não faz mal a ninguém. É o mínimo de satisfação à opinião pública que se pode dar. Esses concursos no MinC não é de hoje q não merecem crédito: uma ação entre amigos.PT saudações.
(postado por João Carlos Rodrigues<
jcrodrig@terra.com.br> - em 23/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------Comigo não, violãoSerá que por que trabalhei nos anos 80 com o Carlos Emílio na Rioarte estou definitivamente alijado de participar de um júri onde ele seja concorrente? Ou vice versa? Será que somos todos potencialmente desonestos e canalhas? Comigo não, violão. Quem entra num concurso
pode perder e na inscrição geralmente há uma cláusula onde se diz que o júri é soberano. Entra quem quer. Eu não entro, mas se entrasse, acataria. Hoje em O Globo há mais um capítulo dessa chorumela sobre o concurso da Funarte, com as explicações (bem esfarrapadas) dos
jurados. Achei pior o resultado da Biblioteca Nacional. Mas daí a achar que todo mundo é f.d.p. há uma boa distância. Pra mim ser escritor não é profissão, mas atividade. Machado, Artur Azevedo, Lima Barreto, Guimarães Rosa viviam de suas profissões e escreviam por
prazer.Escritor profissional é coisa do mercado, só uns poucos vivem de literatura. Sejam marginais, sejam heróis - diria o Hélio Oiticica.E arranjem um emprego, por favor.
(postado por João Carlos Rodrigues<
jcrodrig@terra.com.br> - em 23/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------Violência gera caráterEu acho toda violência bem vinda, quando se trata de intelectuais sem caráter. Atos de cretinismo, como essa putaria entre os ganhadores e juri das bolsas Petrobrás e Funarte, seria mais dificil de acontecer, se instituíssemos o linchamento publico de intelectuais de araque (O
empalamento seria opcional). Essa gente sem mãe, precisa tomar vergonha na cara a base de porrada. E se não desse jeito, socar até a morte. Eles iam pensar duas vezes antes de instituir o nepostismo de sempre.
(postado por André Svevo<
andresvevo@gmail.com> - em 23/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------Jurado condenado (moralmente)Minhas diferenças literarias com Frederico Barbosa sao publicas (friso o "literarias", pois nao o conheço pessoalmente, apesar dos amigos em comum). Mas fatos sao fatos. E um dos muitos fatos incontornaveis do recente escandalo das bolsas Funarte de literatura eh que a seleçao
nao adotou o uso de pseudonimos para os concorrentes. Do lado da organizaçao, denota incuria ou ma-feh, e nenhuma das alternativas eh boa. Do lado dos jurados, a justificativa de Barbosa apenas piora o quadro: "Seria dificil os escolhidos nao terem algum tipo de relaçao comigo". Barbosa tenta se defender assim da acusaçao de favorecimento a seu amigo Claudio Daniel ("Como 5 jurados leram 484 projetos em 3 dias", "O Globo", 23/12). Neste caso, a isençao pessoal eh objetivamente impossivel. E se o eh, a boa moral impoe a abstençao.
Nao se pode julgar a favor de um amigo e pretender isençao, principalmente quando se trata de o beneficiar com dinheiro publico. O resto eh tergiversaçao.
(postado por luis dolhnikoff<
luisdkf@uol.com.br> - em 23/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------A única ação possívelNa verdade, atitudes antiéticas sempre existiram no campo artístico.
Compadres ajudam compadres desde que o mundo é mundo porque é assim que funcionamos: somos pequenos e vulgares. Mas, o problema que se desenha hoje, em tempos globalizados, é que, em 1o. lugar: a censura acabou, em 2o.: a participação na imprensa se tornou mais democrática e em 3o.: ninguém aguenta mais a corrupção. O que fazer, então?
Proponho o boicote, total e absoluto, a essas premiações e bolsas. E a crítica ferrenha a quem participa delas. Penso ser essa a única ação estética e política que nos resta. Precisamos pensar em outras formas de sobrevivência na pólis. Já fomos sustentados pela Igreja, pela Aristocracia, pelos Burgueses (ainda somos). Agora, está na hora da população nos reconhecer e nos aceitar sem intermediações. Os artistas, os poetas entre eles, precisam fazer parte da vida cotidiana
das pessoas para poderem trocar seus produtos poéticos e estéticos por casa, comida, roupa, etc. Esse é o problema.
(postado por eliana pougy<
pougy@uol.com.br> - são paulo em 23/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------Que País Este?Francelino Pereira mais atual do que nunca. De fato! Ontem, depois que li a ATA do julgamento do Concurso "Literatura Para Todos - 2006", custei a acreditar. A impressão que tive foi a de que acabara de ler o relatório de um Concurso Literário realizado na Suíça. Agora fica muito mais difícil de explicar. Por que duas instituições oficiais, de um mesmo Governo, agem de maneiras tão discrepantes?
(postado por ray silveira<
raysilveira@secrel.com.br> - Fortaleza em 23/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------o problema maior é do patrocinadorAcho que não se deve partir para o lado pessoal. Prefiro discutir o concurso em si. Em ética, falamos em conflito de interesses quando há possibilidade de um julgamento não representar a verdade por relacionamento entre os envolvidos. Por exemplo, um congressista que
vai falar de determinado tratamento deve trazer em sua apresentação a informação de conflito de interesses caso trabalhe para o laboratório - é norma. Em um julgamento profissional devemos informar conflito de interesses para justificar nosso afastamento do caso. Assim deve agir quem julga, inclusive deixando registrado o fato. Se vou julgar o trabalho de um filho, como posso me isentar? Então, volto a reforçar, o MEC foi exemplar nisso no ano passado, e posso dizê-lo tendo ficado até o final da avaliação e não ter levado. Quem levou mereceu, eu mesmo teria escolhido o premiado. Portanto, se a FUNARTE agisse com critério, exigisse pseudônimo, evitaria problemas aos concorrentes e aos jurados.
(postado por carlos pessoa rosa<
meiotom@uol.com.br> - em 23/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------Jurado condenado 4Nao obstante o caso particular de Frederico Barbosa, envolvido com o escandalo de ter participado de um juri (bolsas Funarte) que premiou com dinheiro publico um notorio amigo seu, Claudio Daniel, a questao, infelizmente, nao se restringe absolutamente aa pessoa de Barbosa,
como fica explicito pela materia-denuncia de hoje em "O Globo" ("Como 5 jurados leram 484 projetos em 3 dias").
(postado por luis dolhnikoff<
luisdkf@uol.com.br> - em 23/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------Jurado condenado 3Em nome da clareza: a condenaçao moral (no sentido da etica) nao eh como a condenaçao legal. Uma das diferenças eh que a mera suspeiçao quanto aa lisura etica de um procedimento eh, em si, uma forma de condenaçao. Por este motivo existem mecanismos para colocar certos procedimentos acima de qualquer suspeita, o que absolutamente nao foi feito, muito ao contrario, no caso das bolsas Funarte de literatura.
Por esse mesmo motivo se dah a efetiva condenaçao moral de um jurado como Frederico Barbosa, ademais tornado indefensavel por sua propria tentativa inepta de defesa, que, neste caso, serve outrossim como prova.
(postado por luis dolhnikoff<
luisdkf@uol.com.br> - em 23/12/2007)
-------------------------------------------------------------------------Lógica da moral ou Chamem o caricaturistaComo funciona esse mecanismo democrático de participação artística? Todos podem participar, todos podem se inscrever a um preço irrisório, todos serão "verificados" em 3,5 segundos, mas, caso vocês NÃO sejamdogrupodeamigos + tenhamcurrículossignificativos + tenhamparticipadodoseventosade
quados, e nem demonstrem vocação para tal, saibam, VOCÊS ESTÃO FORA DA JOGADA! Além disso, caso vocês insistam e reclamem, eles vão envergonhar vocês, vão humilhar vocês, vão jogar vocês na vala dos autores da 2a. ORDEM, ou seja, vão fazer
de tudo para vocês ficarem caladinhos. Acho que essa lógica não pode, nem deve, colar mais.
(postado por eliana pougy<pougy@uol.com.br> - são paulo em 23/12/2007)
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Jurado condenado 2
Fui um dos concerrentes aas bolsas Funarte de literatura. Ao contrario do que alguns argumentos miopes propoem nessas ocasioes, isto, tanto em termos morais quanto legais, me dah nao apenas o direito, como o respaldo do interesse justificado e justificavel, para questionar tudo o que for questionavel em tal concurso. O que, neste caso, nao eh
pouco.
(postado por luis dolhnikoff<luisdkf@uol.com.br> - em 23/12/2007)
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Há emendas piores que o próprio soneto
Para corrigir um erro a solução não é apelar para o autoritarismo preventivo. Claro que o cara, se é ex-funcionário, pode se candidatar sim. Quem não pode é o funcionário e isso devia estar bem claro no edital, e mesmo um ex só deveria depois de uma quarentena. Digamos um ano, se for do mesmo ministério. É bem razoável. Outra: seria preciso que um candidato conheçesse todos os membros de um júri para comunicar seu pseudonimo, e que todos, unanimemente, concordassem em votar nele sem ler o livro, para confirmar a tese do Carlos Emílio. Parece enredo de folhetim de Rocambole. É a teoria conspiratória em pleno vigor. E se com pseudônimo não adianta, nem sem ele, qual é a solução? Pular do edifício de ponta cabeça? Parar de escrever? Carta bomba? Revolução armada? Ficar se queixando nesse Café?
(postado por João Carlos Rodrigues<jcrodrig@terra.com.br> - em 23/12/2007)
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PEDIDO URGENTE
Caro Luis Dolnikoff, Será que você poderia me reenviar para o meu e-mail a matéria de hoje de O Globo sobre o escândalo do Concurso de Bolsas Literárias da Funarte?Ou alguém aqui do Café? Não estou conseguindo acessar.
(postado por Carlos Emílio Corrêa
Lima<carlosemiliobarretocorrealima@yahoo.com.br> - Fortaleza-Ceará em
23/12/2007)
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RESPOSTA
A solução ,só pra começar, é ter veegonha na cara.
(postado por Carlos Emílio Corrêa
Lima<carlosemiliobarretocorrealima@yahoo.com.br> - Fortaleza-Ceará em
23/12/2007)
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Carta Aberta a Frederico "Compadrio" Barbosa e Claudio "Minha moral
vale 30 mil" Daniel
Prezados senhores, a açao entre amigos eh tao tradicional no meio literario quanto na mafia. Mas nao se pode apostar tanto e por tanto tempo em que ninguem ligue, ainda que as açoes dos amigos literarios, ao contrario daquelas dos amigos mafiosos, nao costumem redundar em
sangue. Os senhores, desta vez, pesaram demais a mao. O dinheiro eh publico e notorio. Portanto, hah de fato cadaveres desta vez, como nas açoes da mafia: o de suas respectivas morais. Tratem ao menos, portanto, de enterra-las de uma vez, em nome da saude publica.
(postado por luis dolhnikoff<luisdkf@uol.com.br> - em 23/12/2007)
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OUTRO COMENTÁRIO
Tenho quase certeza que a instituição, a Funarte em si,seus funcionários, não tiveram qualquer participação direta na decisão dos membros da comissão julgadora. O pessoal confia ,baseado nos nomes, na ética de gente tão prestigiada,midiática, conhecida.Por isso que os convida, por sua relevãncia e aparente idoneidade. Seu erro foi a exigência do cumprimento pelo júri do prazo inconcebível de 3 dias para apreciação de 500 projetos literários.Exigência burocrática
inadmissível, errada.O prazo mínimo seria ,de fato, um mês de leitura.E aí houve espaçotempo para ser construido o resultado que se viu.Para começar, o júri não deveria ter concordado com o prazo fornecido.
(postado por Carlos Emílio Corrêa
Lima<carlosemiliobarretocorrealima@yahoo.com.br> - Fortaleza-Ceará em 23/12/2007)
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Desafio moral
No fato mais escandoloso do mais recente escandalo envolvendo, nao apenas carreiras literarias, mas o mau uso do dinheiro publico (o que eh uma questao politica mais do que relevante), o sr. Claudio Alexandre de Barros Teixeira, vulgo Claudio Daniel, acaba de receber uma bolsa literaria da Funarte em um concurso cujos participantes eram conhecidos do juri, sendo o juri integrado por seu notorio amigo, o agora sob suspeita Frederico Barbosa. Sem prejuizo de açoes penais
cabiveis, o sr. Clauio Daniel demonstraria alguma reserva moral caso recusasse, de publico e de pronto, tal bolsa questionavel. Obviamente nao o farah. Nao importam, portanto, os argumentos que busque, em publico ou em privado, para o justificar: aceitando tais recursos publicos, torna-se moralmente condenavel. Seu pseudonimo deve passar a ser, portanto, Claudio "Minha moral vale 30 mil" Daniel.
(postado por luis dolhnikoff<luisdkf@uol.com.br> - em 23/12/2007)
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Mensagem rápida
O verdadeiro nome desse Fausto Gatti pode ser Frederico Daniel. O que pensam vocês ?
(postado por Carlos Emílio Corrêa
Lima<carlosemiliobarretocorrealima@yahoo.com.br> - Fortaleza-Ceará em 24/12/2007)
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ENTIDADE-PASTELÃO DO SÉCULO XIX
Não há nenhuma referência a ninguém com o nome de Fausto Gatti no Google. Apresente-se,portanto, meu caro. Diga o que faz, quem é , formação,se escreve literatura, onde mora, telefone, identidade,etc.Para mim ,por enquanto você é fake, falsa pessoa.Se provar que existe , tudo bem, irei lhe pedir desculpas de muito bom grado.E não vale ter descolado o nome de um chegado para escrever através do e-mail dele não porque isso também é possivel, em se
tratando de quem eu penso que você realmente é, uma entidade-mix que só prospera nas sombras:um tal de Daniel Barbosa ou Frederico Daniel.
(postado por Carlos Emílio Corrêa
Lima<carlosemiliobarretocorrealima@yahoo.com.br> - Fortaleza-Ceará em 24/12/2007)
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Srmpre em desvantagem, até quando?
Do que aconteceu e do que vi neste 2007, na cultura, no meio literário, não tenho como desejar a ninguém o melhor, porque o mal já está feito, e se distende para além das datas e dos prazos e não é de hoje – pela força da pilantragem, má fé, cinismo, vaidade, caretice, megalomania, roubalheira etc. Não tenho como recortar um verso e dedicar a ninguém, logo a poesia que tão pouco tem e tão pouco recebe.
Dos governos, dos patrocinadores, dos editais, dos editores, dos leitores, dos livreiros. Estes últimos talvez sejam a maior praga, a impinge, a peste dos poetas. Só recebem livros de poesia sob consignação e se acontece de um mísero exemplar ser vendido, regateiam, se escondem, não pagam, na maior cara de pau. Circulados por essa croaca que não tem cura, um círculo vicioso que se multiplica e se alimenta do dinheiro público e da imoralidade de um ensino vergonhoso, que a ninguém ensina e que a ninguém torna melhor. Milhões para livros didáticos (vejam o caso Moderna) e nem um real pra construir bibliotecas. Para que livros se eles não chegam às escolas?
O que acontece para que isso se prolongue e se estenda e não mude? E ninguém seja responsabilizado. Livros, livros, livros nas escolas, a grande literatura volte a circular por lá, e poderemos comemorar depois.
(postado por ney ferraz paiva<neyferrazpaiva@gmail.com> - em 27/12/2007)
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Imprensa impagável
Vocês repararam que o acadêmico Alberto Costa e Silva, escolhido como Homem de Idéias 2007, pelo caderno Idéias, do Jornal do Brasil,vem a ser o pai de Álvaro Costa e Silva, o simpático "Marechal", como é conhecido, editor do caderno Idéias? Dispensa comentários.
(postado por Sérgio Sant'Anna<sergiosant@openlink.com.br> - em 31/12/2007)
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http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/
Bolsa Funarte - Resposta de Jason Tércio
Recebi uma mensagem do jornalista e escritor Jason Tércio, um dos contemplados com a bolsa Funarte de criação literária. Ele qualifica de "inverdade" a informação, publicada na matéria de domingo do Segundo Caderno, de que é conhecido de uma das juradas do prêmio, Sylvia Helena Cyntrão. E também põe em dúvida a participação dela num recital realizado em setembro de 2006, que tinha o nome de ambos no programa.
Ao entrevistar a Sylvia, mencionei que ela teria participado de um recital com Tércio. Perguntei qual a relação dela com ele e com outro dos premiados, o poeta Luiz Arthur Toríbio, que já deu aula num curso seu na UnB (e sobre cuja obra, fiquei sabendo depois, ela escreveu um ensaio que consta de um dos livros dele). A resposta da Sylva pode ser lida no post anterior.
Abaixo, a carta de Tércio.
Sou um dos escritores (quatro livros publicados) contemplados com a Bolsa de Criação Literária da Funarte, com o romance "Segredo de Estado", baseado no caso Rubens Paiva (desaparecido político), e fiquei surpreso com a matéria "Como 5 jurados leram 484 projetos em 3
dias" (23.12.07).
O repórter Miguel Conde insinua que a escolha de meu projeto foi motivada por minha ligação com uma das juradas, Sylvia Cyntrão. Diz literalmente que sou conhecido dela e que ela já participou de um recital comigo.
Nunca vi nem fui apresentado a Sylvia Cintrão, não tenho nem idéia de sua aparência física e tampouco sei qual é a cadeira que ela leciona. Como poeta dilentante, participei em Brasília de um recital de poesia em 2006 e, segundo o repórter, o nome dela constava do programa. Se
ela compareceu (muitas pessoas que estavam no cartaz-convite faltaram) eu não me lembro, sei que não falei com ela naquele dia nem nunca. Tampouco conheço pessoalmente qualquer um dos outros jurados.
Por isso, solicito a gentileza de retificar essa inverdade. Obrigado.
Jason Tércio
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Enviado por Miguel Conde - 23/12/2007- 0:01
Jurados da bolsa Funarte respondem a críticas
A bolsa Funarte de criação literária tem sido alvo de protestos em blogs e sites de literatura devido ao curtíssimo tempo de que os jurados dispuseram para avaliar os projetos inscritos. Foram três dias de trabalho, desde o fim das inscrições no dia 10 até a decisão no dia
12, para que os cinco integrantes do júri escolhessem os dez melhores projetos de livros entre os 484 enviados (a Funarte recebeu 495, mas 11 foram desclassificados por inadequação antes de serem repassados aos jurados). O Globo procurou os jurados para saber como havia sido o
trabalho de seleção. Numa resposta conjunta, os jurados - Christina Ramalho, Frederico Barbosa, Fabrício Carpinejar, Gabriel Arcanjo de Albuquerque e Sylvia Helena Cyntrão - garantem que todas candidaturas foram avaliadas, e que para tanto ficaram praticamente enclausurados num hotel. Eles comentam ainda a inclusão entre os premiados de um
ex-assessor do Ministério da Cultura (ao qual a Funarte é subordinada), Luiz Arthur Toríbio. A reportagem sobre a controvérsia sai na página 2 do Segundo Caderno de domingo.
Em mensagens separadas, reproduzidas abaixo da resposta coletiva, Sylvia Helena Cyntrão e Frederico Barbosa comentam o fato de conhecerem alguns dos premiados. Sylvia já participou de um recital com Jason Tércio, e convidou Luiz Arthur Toríbio a dar aula num de seus cursos na UnB. Barbosa organizou um livro com Claudio Alexandre de Barros Teixeira, poeta que assina seus textos como Claudio Daniel. Juntos, eles lançaram em 2002 uma antologia de poesia contemporânea entitulada "Na virada do século" (Landy).
Resposta dos jurados
Caro Miguel,
Em primeiro lugar, queremos elogiar seu procedimento ético de fazer o contato para nos dar a oportunidade de explicar como trabalhamos. Estamos lidando com verbas públicas e portanto fazemos questão de que tudo seja feito com muita transparência e completa lisura. Tivemos
realmente um acúmulo de trabalho enorme nos dias em que permanecemos praticamente trancados em um hotel do Rio de Janeiro trabalhando mais de 12 horas por dia para avaliar os 484 projetos que a FUNARTE recebeu na nossa área. O trabalho foi feito nos dias 10, 11 e 12, de forma bastante organizada, com participação incansável de todos. Dividimos as propostas por região e discutimos a seleção da seguinte forma: cada um dos cinco lia todas as propostas e selecionava as escolhidas.
Comparávamos as escolhas e definíamos como selecionadas do grupo as propostas escolhidas por no mínimo três de nós. É importante considerar que lemos "projetos" e não obras. Muitos, entre esses 484 projetos, eram descartados já pelo tratamento rudimentar da linguagem.
Outros revelavam evidente inadequação ao edital, solicitando, por exemplo, apoio a projetos de pesquisa. No primeiro dia, trabalhando das 8 às 21 horas, lemos duzentos e poucos trabalhos. A seleção voltou a acontecer no dia 11, obedecendo ao mesmo procedimento. No dia 12,
trabalhamos até a avaliação do último malote recebido, quando demos início à comparação dos selecionados por região, momento em que tivemos a grata satisfação de percebermos que, apesar de termos, às vezes, pensamentos discrepantes, a opção pelo voto decisivo gerado a
partir da maioria (3) e uma prática muito franca de diálogo fez com que chegássemos sempre a resoluções consensuais, o que nos demonstrou que realizamos um trabalho bastante coerente.
Quanto ao contemplado em questão, sequer foi mencionada a atuação passada de Toribio no MinC. Para nós, o que importou, em termos de currículo dos candidatos, foram seus vínculos com a cultura brasileira, sua contribuição como autor e a qualidade da obra já existente (quando houvesse, já que também há premiados pouco conhecidos). O Luis Turiba (como é mais conhecido o poeta) tem uma longa trajetória de ação cultural que antecede e supera em muito a sua efêmera passagem pelo Minc.
Estamos seguros de que o resultado a que chegamos neste concurso foi fruto de um trabalho sério, que envolveu um debate intenso e honesto. Todos saímos com a sensação do dever cumprido, e, embora o trabalho tenha sido extremamente árduo, não foi o cansaço a marca mais forte no momento da conclusão, mas a alegria de termos feito um exercício sério de leitura atenta e de capacidade de diálogo para efetuar escolhas unânimes apesar de todas as diferenças de opinião que nos caracterizam.
A FUNARTE foi integralmente imparcial durante todo o processo. Jamais houve alusão a qualquer nome, a qualquer "filosofia" que pudesse permear a concepção do prêmio. Não podemos deixar que as críticas destrutivas (que sempre ocorrerão) venham diminuir o impacto positivo que certamente a bolsa da FUNARTE terá para a cultura brasileira.
Basta se contemplar a relação de ganhadores para se verificar como, no final do processo, houve espaço tanto para homens quanto para mulheres, para a prosa e para a poesia, para os já célebres e os ainda desconhecidos.
Agradecemos ao jornal "O Globo" pela oportunidade de expor nosso método de trabalho e reafirmar nosso compromisso de profissionais atuantes na cultura e na universidade que procuraram, com nossa participação neste júri, dar uma modesta contribuição para o
incremento da produção literária brasileira.
Christina Ramalho, Frederico Barbosa, Fabrício Carpinejar, Gabriel Arcanjo de Albuquerque e Sylvia Helena Cyntrão
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Resposta de Sylvia Cyntrão:
Não sabia que Luís Turiba estava concorrendo, mas, mesmo que soubesse, não me sentiria absolutamente impedida. Como pesquisadora e professora da UnB já tive muitos poetas convidados falando com meus alunos, pois promovo a interação dos artistas estudados com a teoria da literatura.
Em Brasília estou presente a todos os recitais e eventos ligados a literatura sempre que possível,pois é meu trabalho. Tenho boas relações com inúmeros artistas, não somente com os poetas,e um currículo que, imodestamente, atesta uma trajetória responsável e consciente. Fique à vontade, pois é público, para consultar meu currículo Lattes.
Assim sendo, repudio qualquer dúvida que se levante sobre minha participação na referida comissão e minha honestidade intelectual e profissional.
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Resposta de Frederico Barbosa
O Claudio Daniel tem um currículo invejável e é um dos maiores divulgadores e estimuladores da poesia de qualidade no Brasil hoje.
Ele tem promovido o intercâmbio poético entre inúmeros poetas de todas as regiões do país, de Portugal, dos países africanos de expressão portuguesa e da américa-latina.
Já que eu também tenho trabalhado muito para a divulgação da poesia nos últimos 20 anos, não seria de estranhar que nossos trabalhos se cruzassem sempre. Em 2002 publicamos um antologia da poesia contemporânea brasileira que envolve 46 poetas de hoje. Antes de fazer
este trabalho sequer nos conhecíamos. Portanto, foi a luta pela divulgação da poesia que nos aproximou, assim como de muitos dos poetas que estavam concorrendo à bolsa.
Na minha posição, posso dizer que dificilmente há poetas significativos nesse país hoje que eu não conheça. Assim, seria difícil os escolhidos não terem algum tipo de relação comigo ou também com o Fabrício Carpinejar, pois estamos batalhando muito pela poesia e
acabamos conhecendo quase todo mundo que milita nesta "estreita praia da poesia", como diz o meu (também) amigo Ulisses Tavares.
O projeto do Claudio Daniel é excelente (desconheço quem possa argumentar com segurança contra a obra rigorosa desse poeta) e seu currículo é praticamente insuperável no Brasil de hoje. Concluindo, poderia afirmar que as virtudes de Claudio Daniel são amplamente conhecidas no país e que o fato de termos organizado uma antologia em conjunto não o poderia desqualificar, mesmo porque também fiz trabalhos com vários outros escritores que estavam concorrendo à bolsa e não foram contemplados.
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OUTRO COMENTÁRIO
Tenho quase certeza que a instituição, a Funarte em si,seus funcionários, não tiveram qualquer participação direta na decisão dos membros da comissão julgadora. O pessoal confia ,baseado nos nomes, na ética de gente tão prestigiada,midiática, conhecida.Por isso que os convida, por sua relevãncia e aparente idoneidade. Seu erro foi a exigência do cumprimento pelo júri do prazo inconcebível de 3 dias para apreciação de 500 projetos literários.Exigência burocrática inadmissível, errada.O prazo mínimo seria ,de fato, um mês de leitura.E aí houve espaçotempo para ser construido o resultado que se viu.Para começar, o júri não deveria ter concordado com o prazo fornecido.
(postado por Carlos Emílio Corrêa Lima - Fortaleza-Ceará em 23/12/2007)
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Desafio moral
No fato mais escandoloso do mais recente escandalo envolvendo, nao apenas carreiras literarias, mas o mau uso do dinheiro publico (o que eh uma questao politica mais do que relevante), o sr. Claudio Alexandre de Barros Teixeira, vulgo Claudio Daniel, acaba de receber uma bolsa literaria da Funarte em um concurso cujos participantes eram conhecidos do juri, sendo o juri integrado por seu notorio amigo, o agora sob suspeita Frederico Barbosa. Sem prejuizo de açoes penais
cabiveis, o sr. Clauio Daniel demonstraria alguma reserva moral caso recusasse, de publico e de pronto, tal bolsa questionavel. Obviamente nao o farah. Nao importam, portanto, os argumentos que busque, em publico ou em privado, para o justificar: aceitando tais recursos publicos, torna-se moralmente condenavel. Seu pseudonimo deve passar a ser, portanto, Claudio "Minha moral vale 30 mil" Daniel.
(postado por luis dolhnikoff - em 23/12/2007)
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ASSIM NÃO DÁ!
Secretário de Imprensa na primeira gestão do atual ministro da Cultura,Gilberto Gil não é pouca coisa.Não se trata apenas de um simples ex-funcionário. No caso,é um cargo de confiança,de muito peso e influência.Basta ver que Luiz Arthur Turiba foi o único escritor ou poeta de Brasília selecionado pela comissão das bolsas lit.da Funarte.Só havia duas vagas ridículas para toda a região Centro Oeste.
Repito, não desmereço de forma alguma o valor da obra literária e cultural de Turiba.Acho-a notável.Penso apenas que não fica bem do ponto de vista ético essa escolha logo no primeiro concurso da Funarte.Deve haver muita gente notável da região que mandou projetos
de escrita e que não foi escolhida exatamente por não ter exercido cargo de tamanha influência no MINC.
(postado por Carlos Emílio Corrêa Lima - Fortaleza-Ceará em 23/12/2007)
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Jurado condenado 4
Nao obstante o caso particular de Frederico Barbosa, envolvido com o escandalo de ter participado de um juri (bolsas Funarte) que premiou com dinheiro publico um notorio amigo seu, Claudio Daniel, a questao, infelizmente, nao se restringe absolutamente aa pessoa de Barbosa, como fica explicito pela materia-denuncia de hoje em "O Globo" ("Como 5 jurados leram 484 projetos em 3 dias").
(postado por luis dolhnikoff - em 23/12/2007)
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Jurado condenado 3
Em nome da clareza: a condenaçao moral (no sentido da etica) nao eh como a condenaçao legal. Uma das diferenças eh que a mera suspeiçao quanto aa lisura etica de um procedimento eh, em si, uma forma de condenaçao. Por este motivo existem mecanismos para colocar certos procedimentos acima de qualquer suspeita, o que absolutamente nao foi feito, muito ao contrario, no caso das bolsas Funarte de literatura. Por esse mesmo motivo se dah a efetiva condenaçao moral de um jurado como Frederico Barbosa, ademais tornado indefensavel por sua propria tentativa inepta de defesa, que, neste caso, serve outrossim como prova.
(postado por luis dolhnikoff - em 23/12/2007)
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Lógica da moral ou Chamem o caricaturista
Como funciona esse mecanismo democrático de participação artística?
Todos podem participar, todos podem se inscrever a um preço irrisório, todos serão "verificados" em 3,5 segundos, mas, caso vocês NÃO sejamdogrupodeamigos + tenhamcurrículossignificativos +
tenhamparticipadodoseventosadequados, e nem demonstrem vocação para tal, saibam, VOCÊS ESTÃO FORA DA JOGADA! Além disso, caso vocês insistam e reclamem, eles vão envergonhar vocês, vão humilhar vocês, vão jogar vocês na vala dos autores da 2a. ORDEM, ou seja, vão fazer
de tudo para vocês ficarem caladinhos. Acho que essa lógica não pode, nem deve, colar mais.
(postado por eliana pougy - são paulo em 23/12/2007)
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Jurado condenado 2
Fui um dos concerrentes aas bolsas Funarte de literatura. Ao contrario do que alguns argumentos miopes propoem nessas ocasioes, isto, tanto em termos morais quanto legais, me dah nao apenas o direito, como o respaldo do interesse justificado e justificavel, para questionar tudo o que for questionavel em tal concurso. O que, neste caso, nao eh
pouco.
(postado por luis dolhnikoff - em 23/12/2007)
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Jurado condenado (moralmente)
Minhas diferenças literarias com Frederico Barbosa sao publicas (friso o "literarias", pois nao o conheço pessoalmente, apesar dos amigos em comum). Mas fatos sao fatos. E um dos muitos fatos incontornaveis do recente escandalo das bolsas Funarte de literatura eh que a seleçao
nao adotou o uso de pseudonimos para os concorrentes. Do lado da organizaçao, denota incuria ou ma-feh, e nenhuma das alternativas eh boa. Do lado dos jurados, a justificativa de Barbosa apenas piora o quadro: "Seria dificil os escolhidos nao terem algum tipo de relaçao
comigo". Barbosa tenta se defender assim da acusaçao de favorecimento a seu amigo Claudio Daniel ("Como 5 jurados leram 484 projetos em 3 dias", "O Globo", 23/12). Neste caso, a isençao pessoal eh objetivamente impossivel. E se o eh, a boa moral impoe a abstençao.
Nao se pode julgar a favor de um amigo e pretender isençao, principalmente quando se trata de o beneficiar com dinheiro publico. O resto eh tergiversaçao.
(postado por luis dolhnikoff - em 23/12/2007)
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Essa premiação vai na mesma linha do "reconhecimento" que teve o padre Júlio Lancelotti por esses dias.
Aproveitando a deixa, Luciano… dê uma olhada no www.hpm.net. Quem sabe você se interessa pelo meu livro e faz o download dele. Já foram feitos uns 3.000 downloads. Acho que, publicado, teria mais leitores.
por Brando, em 15 de Dezembro de 2007 as 8:50 pm
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Dá vergonha desse país. Dá vergonha.
Esta é a moral dos petitas. 14 mil na cara de todo o mundo. Pior, o alinhamento político nas embaixadas como "nunca antes nestepaiz".
Mirian, você pode fazer muito. Você tem o título de eleitor para tirar esta gente do poder já em 2008. Não desista. Desistir é tudo o que eles querem que você faça. Não desista.
por Rainor, em 15 de Dezembro de 2007 as 9:23 pm
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Literatura brasileira???
Concurso patrocinado por verbas públicas???
Gente, aqui é o Brasil, onde a mediocridade impera e o apadrinhamento é regra.
por Wendel Alves, em 16 de Dezembro de 2007 as 4:36 am
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total cara de pau! É de indignar qualquer um.
por rodrigo medeiros, em 16 de Dezembro de 2007 as 5:31 am
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Se este governo corruPTo pode dar 100.000.000 pro peru,pode bancar premiacoes para PTISTAS incompetentes . e porque nao deve estar se importando mesmo com a grana da cpmf
por florecita, em 16 de Dezembro de 2007 as 12:23 pm
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O que vemos aqui? Talvez uma evidência para uma daquelas hipóteses do teu post de 11/12 ("Arte é o que se chama de arte?"). Refiro-me à terceira daquelas hipóteses: importa muito mais se inserir numa rede de relações, ponto. Ponto porque não se trata apenas do círculo de marchands, curadores e galeristas. Acrescente-se políticos no caso retratado na tua postagem de hoje. Mas pode haver mais alguma coisa a pesquisar. Fazer sucesso junto à crítica também não depende de se inserir numa rede de relações sociais específica? Como já nos revelou Thomas Kuhn no seu livro "A Estrutura da Revoluções Científicas", até mesmo no maior refúgio contemporâneo da objetividade, a ciência positiva, os padrões da prática profissional são dependentes de interações inter-pessoais sujeitas ao processo social, político e cultural. Some-se o espírito pós-moderno do vale-tudo e chegamos a toda essa situação denunciada em teus últimos textos: um diálogo de surdos, no qual alguns poucos ganham vantagens graças à sua posição privilegiada numa determinada rede social.
por Anderson de Souza, em 17 de Dezembro de 2007 as 2:06 pm
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Olha este "jabás" em que se distribuem mimos para amigos e protegidos
de governos, estados e prefeituras acontecem desde que comecei a
digerir arte, principalmente literatura e música. As leis de incentivo
nem vou comentar.
por Leonardo Coelho, em 17 de Dezembro de 2007 as 6:43 pm
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É, de fato, tudo muito triste. Estou tentando dar meus primeiros passos como escritor e já estou vendo que é muito difícil viver disso.
Eu diria impossível. Ainda mais num país que não lê e cujo povo leva a corrupção do berço. É uma lástima. A saída para isso tem duas asas, turbinas e lanche no meio do caminho rumo à Europa, etc.
Parabéns pelos textos, muito bons.
Abç
por Alexandre Alves, Curitiba, em 17 de Dezembro de 2007 as 7:36 pm
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Boa Noite
Mais uma vez são os QIs, (Quem indicada), isso é um dos motivos que a
grande maioria não se inscreve nestes concursos do governo (publicos),
eu acredito que a insatisfação é enorme em saber que uma pessoa foi
indicada e fulano y que pertence a uma banca julgadora indica e premia
essa pessoa x. Bom é lamentável. Que Brasil é esse?
por Paulinho Assunção, em 18 de Dezembro de 2007 as 8:55 am
Parabéns pelo blogue, Luciano.
por Christina Castilho, em 18 de Dezembro de 2007 as 12:57 pm
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E pensar que eu acreditei…
Pois é, Luciano, pode parecer indignação de perdedora, mas não consigo
engolir essa vergonha da Bolsa Funarte. Acho que eles poderiam ao menos despistar um pouco e demorar um pouco mais com os resultados, ne?! 495 projetos avaliados em 3 dias??? Deve ser brincadeira… Só o meu tinha 50 páginas, incluindo trechos da obra já produzidos. Me diga, quem leu?
Enfim, deixando a dor de cotovelo de lado, precisamos perguntar: quem vai fazer alguma coisa pra isso não se repetir? Eu? Vão dizer que é revolta de quem não sabe perder…
Enquanto isso, ganham as bolsas os amigos da garotada.
E outros, como eu, que se dedicam de verdade à literatura ficam a ver navios… Bem, não posso negar, pelo menos dá uma baita inspiração para escrever mais… textos de horror…
http://colunas.g1.com.br/maquinadeescrever/2007/12/15/resultados-desanimadores/
Luciano Trigo é escritor, jornalista, tradutor e editor de livros. E pai da Valentina. Autor de "O viajante imóvel", sobre Machado de Assis, "Engenho e memória", sobre José Lins do Rego, e meia dúzia de outros livros, entre eles infantis. Foi editor dos suplementos "Idéias", no Jornal do Brasil, e "Prosa & Verso", no Globo, e colaborador de diversos jornais. Editou também as revistas "Leia Livros" e "Poesia Sempre". Foi editor da Nova Fronteira e atualmente é editor da Odisséia Editorial.
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Blog Tudo para Todos
Leram sobre a tal Bolsa Funarte de Estímulo à Criação Literária? Leram a matéria do Miguel (O Globo, Blog Prosa Online) e em vários outros sites? Leram a resposta de um dos jurados a ele?
O incrível em tudo esse rolo é que ainda existam pessoas sérias que acreditam nos concursos dessa dita fundação.
Pra quem não está sabendo ou não leu nada sobre o assunto, vou dar um apanhado geral.
A FUNARTE lançou esse tal Bolsa Literária com prêmio em dinheiro (300 mil). As exigências para a participação, por si só, já mostravam a qualquer um com um pouco mais de maldade, que havia um cheiro de armação. É aquele velho recurso de usar provas psicotécnicas em concursos públicos para terem alguma desculpa para chutar alguns candidatos e aprovarem sobrinhos, afilhados, titios, amiguinhos e a cachorrada toda. Para o Bolsa Literária, as tais das exigências parece que substituíram a prova psicotécnica.
Pasmem! Vejam como nosso Brasil funciona: 5 jurados em apenas dois dias analisaram com toda seriedade 484 concorrentes. Isso dá 96,8 projetos para cada jurado. Mas não foi bem assim, pois segundo uma das juradas, todos os jurados leram todos os projetos. Um projeto tem entre 5 a 40 páginas. 19360 páginas para serem lidas em dois dias.
"Caro Miguel,
Em primeiro lugar, o elogio à ética de fazer o contato. Tivemos realmente um acúmulo de trabalho enorme nos dias em que permanecemos praticamente trancados em um hotel do Rio de Janeiro trabalhando mais de 12 horas por dia para avaliar os 484 projetos que a FUNARTE recebeu na nossa área. O trabalho foi feito nos dias 10, 11 e 12, de forma bastante organizada, com participação incansável de todos. Dividimos as propostas por região (ué, e não eram 484 projetos apenas na nossa área?) e discutimos a seleção da seguinte forma: cada um dos cinco lia todas as propostas e selecionava as escolhidas. Comparávamos as escolhas e definíamos como selecionadas do grupo as propostas escolhidas por no mínimo três de nós. É importante considerar que lemos "projetos" e não obras. (no tal edital pediram um monte de coisas, não apenas o projeto... tá explicado, só queriam fazer os concorrentes de otários.) Muitos, entre esses 484 projetos, eram descartados já pelo tratamento rudimentar da linguagem. Outros revelavam evidente inadequação ao edital, solicitando, por exemplo, apoio a projetos de pesquisa. No primeiro dia, trabalhando das 8 às 21 horas, lemos duzentos e poucos trabalhos. A seleção voltou acontecer no dia 11, obedecendo ao mesmo procedimento (teriam sido outros duzentos e poucos projetos?). No dia 12, trabalhamos até a avaliação do último malote recebido, quando demos início à comparação dos selecionados por região (e a tal da "nossa área"?), momento em que tivemos a grata satisfação de percebermos que, apesar de termos, às vezes, pensamentos discrepantes, a opção pelo voto decisivo gerado a partir da maioria (3) e uma prática muito franca de diálogo fez com que realizássemos um trabalho bastante coerente.
Quanto ao contemplado em questão, sequer foi mencionada a atuação passada de Toribio no MinC. Para nós, o que importou, em termos de currículo dos candidatos, foram seus vínculos com a cultura brasileira (ex-ministro da cultura te diz alguma coisa, benzinho?)sua contribuição como autor e a qualidade da obra já existente (quando houvesse, já que também há premiados pouco conhecidos). O Luis Turiba (como é mais conhecido o poeta) tem uma longa trajetória de ação cultural que antecede e supera em muito a sua efêmera passagem pelo Minc.
Estamos seguros de que o resultado a que chegamos neste concurso foi fruto de um trabalho sério, que envolveu um debate intenso e honesto. Todos saímos com a sensação do dever cumprido, e, embora o trabalho tenha sido extremamente árduo, não foi o cansaço a marca mais forte no momento da conclusão, mas a alegria de termos feito um "senhor" exercício de leitura atenta e de capacidade de diálogo para efetuar escolhas unânimes apesar de todas as diferenças de opinião que nos caracterizam.
A FUNARTE foi integralmente imparcial durante todo o processo. Jamais houve alusão a qualquer nome, a qualquer "filosofia" que pudesse permear a concepção do prêmio. Não podemos deixar que as críticas destrutivas (que sempre ocorrerão) venham diminuir o impacto positivo que certamente a bolsa da FUNARTE terá para a cultura brasileira. Basta se contemplar a relação de ganhadores para se verificar como, no final do processo, houve espaço tanto para homens quanto para mulheres, para a prosa e para a poesia, para os conhecidos e os ainda novatos.
Agradecemos ao jornal "O Globo" pela oportunidade de expor nosso método de trabalho e reafirmar nosso compromisso de profissionais atuantes na cultura e nas universidades que procuraram, com nossa participação neste júri, dar uma modesta contribuição para o incremento da produção literária brasileira."
A FUNARTE conseguiu este ano inserir a literatura em seus prêmios. Temo que todo esse alarde só sirva para uma coisa: não conseguir que ele se mantenha. É necessário reformular parâmetros? Talvez. Para vocês terem uma idéia, a dramaturgia recebeu 160 projetos. Agora, a FUNARTE já tem um parâmetro para a literatura. Provalvemente ampliará prazos, redefinirá ações, evitará a exigência dos comprovantes (não sei. Mas mandamos sugestões)... mas foi o primeiro. Houve uma procura muito grande. embora a discrepância por região fosse grande. Enfim, tivemos que lidar com uma nova realidade. Todavia, nós, da comissão, somos profissionais atuantes, temos a prática da leitura, há anos enfrentamos fases de intensa correção de avaliações, de projetos, etc. Há, também, outro detalhe: a região sudeste reuniu mais de 50% das inscrições. A competição foi difícilima! Claro que sempre haverá os que se sentem injustiçados, mas, certamente, quando conhecerem as obras resultantes dos projetos vencedores entenderão que se tratam de obras muito boas. Já recebi e-mails de alguns escritores que conheço e que participaram do concurso. Os que me conhecem, certamente confiaram no que eu disse. Espero que o mesmo se dê com vocês."
Em Cronocópios:
"A discussão não é bizantina
Trata-se do uso do dinheiro público. O julgamento dos projetos literários à Bolsa Funarte se fez em 24 horas, pois o seu resultado foi encaminhado a 48 horas do fim do prazo. Na melhor das hipóteses. É uma questão aritmética: o DOU não recebe textos à noite da véspera da edição. E o resultado das Bolsas Literárias estava publicado em 13.12.2007."
- http://www.funarte.gov.br/novafunarte/funarte/noticia.csp?NoticiaId=417
- http://www.oglobo.com.br/blogs/prosa/
- http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/post.asp?cod_post=84916
Outra hora posto aqui a lista dos ganhadores. Agora só quero é dormir. ZZZzzzzzz
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Revista Veja, Reinaldo Azevedo
Acreditem: Biblioteca Nacional dá prêmio a livro que conta a vida de Genoino, um dos chefes do mensalão
Por mais que os tocadores de tuba, os anões e os jornalistas dualéticos queiram que a política seja uma pocilga a revelar a condição de porco de qualquer homem, o petismo tem traços muito particulares. Mais ou menos oportunista, de fato, todo político é. Transitar em zonas cinzentas de legalidade, ora mais, ora menos, todo mundo transita. A política é coisa dos homens. Não será mesmo perfeita — e todas as tentativas de torná-la dotada de transparência absoluta resultaram em ditadura. Sim, o mundo é imperfeito. Cumpre que a gente vá aprimorando as instituições, selecionado os bons, num ambiente de liberdade. E, é claro, punindo os que transgridem as regras. Mas o petismo, insisto, tem traços particulares — para a história do Brasil ao menos. Eles remetem aos piores vícios dos partidos totalitários.
Essa gente frauda a história. Não se trata apenas daquela amoralidade ou pragmatismo que sempre convive com as regras. Nada disso. Os caras corrompem o princípio. Eles gostam de tirar a sujeira que está debaixo do tapete e, com ela, enfeitar a sala de visitas. Eles se orgulham de seus vícios. Por que isso tudo?
O Diário Oficial da União de ontem publica o resultado dos prêmios literários da Biblioteca Nacional e da bolsa de incentivo à criação literária da Funarte.
No caso da Biblioteca Nacional, copio o que está lá:
2.Prêmio Sérgio Buarque de Holanda
Categoria: Ensaio Social
Comissão Julgadora:
Bárbara Freitag
sabel Lustosa
Maria Angélica Madeira
Vencedora: Maria Francisca Pinheiro Coelho, com a obra José Genoino - escolhas políticas, publicada pela Editora Centauro.
Sim, vocês entenderam direito. O livro que canta as glórias de um dos chefes do mensalão, um dos 40 indiciados pelo STF, irmão do patrão do cuecão de ouro, foi premiado pela Biblioteca Nacional. Mas esperem. Não é tudo. No caso da Funarte, entre os contemplados com uma bolsa de R$ 30 mil, está:
meiaoito - 68 motivos de 68, de Luiz Arthur Toríbio (nº de inscrição 237), de Brasília/DF (nota 205)
O que isso tem de especial? Duas coisas:
- Luiz Arthur Toríbio foi chefe da Assessoria de Comunicação Social (DAS 101.4) do Ministério da Cultura, a que está subordinada a Funarte, até 24 de abril do ano passado.
- A Funarte é de uma rapidez impressionante: as inscrições para bolsa terminaram no dia 10 de dezembro. No dia 12, já se tinha o resultado (para ver o Diário Oficial, clique aqui).
Assim se vão construindo as fraudes históricas. Desmoralizado, enxovalhado pelos fatos, flagrado numa articulação pensada para corromper a democracia, processado pelo STF, José Genoino contrata uma jornalista para lhe dedicar os encômios que se dispensam a um guerreiro. O livro foi, como sabem, solenemente ignorado pelos leitores e pela crítica. Inconformada, a Biblioteca Nacional, que pertence ao estado brasileiro, não ao governo, confere a láurea ao herói. No caso de Toríbio, temos mais uma daquelas coincidências que só acontecem no PT.
Por Reinaldo Azevedo
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Mais alguém?